Padrão de repetição não é azar nem falta de aprendizado, é memória emocional em ação. Você não repete porque quer, repete porque o sistema nervoso reconhece aquele padrão como familiar e, de alguma forma, seguro. Mesmo quando dói, o conhecido parece menos ameaçador do que o novo.
Enquanto você tenta mudar só no comportamento, o padrão volta. Promessas, decisões racionais e força de vontade não sustentam transformação quando a emoção que sustenta o ciclo não foi olhada. O corpo busca repetir o que já conhece para tentar resolver algo que ficou pendente no passado.
A chave está em perceber o ponto exato onde você entra no automático: o tipo de situação, o tipo de relação, a mesma sensação interna. Quando você identifica isso, cria um espaço entre o estímulo e a resposta. É nesse espaço que nasce a possibilidade de escolha.
Padrões só se dissolvem quando são compreendidos, acolhidos e atualizados. Não é sobre se culpar, é sobre entender o que isso tentou te proteger. Repetição não se quebra com luta, se quebra com consciência. Essa é a chave.